A Prefeitura de Santarém, no oeste do Pará, rescindiu unilateralmente o contrato de concessão com a RSBC Produtos e Serviços Ltda., empresa responsável pela operação do estacionamento rotativo Pare Azul.
A decisão encerra uma concessão que teria validade até 2033 e aumenta a disputa entre o município e a empresa, que afirma ter sofrido prejuízos milionários e promete buscar indenização na Justiça.
Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito, a rescisão ocorreu por suposto descumprimento de obrigações contratuais por parte da concessionária.
O rompimento acontece poucos dias após a Justiça do Pará determinar, em decisão liminar, a suspensão da emissão de multas fundamentadas exclusivamente em registros feitos por funcionários do Pare Azul. A ação foi movida pelo Ministério Público do Estado do Pará.
A Prefeitura informou que a Procuradoria-Geral do Município adotará as medidas cabíveis no processo judicial.
A RSBC, entretanto, contesta a decisão e afirma que o procedimento de rescisão não teria observado integralmente as regras previstas na legislação federal sobre concessões públicas.
Segundo a empresa, antes do encerramento do contrato, ela deveria ter sido notificada para corrigir possíveis irregularidades.
A concessionária também defende a realização de um encontro de contas para avaliar:
➡️ Investimentos realizados;
➡️ Valores ainda não amortizados;
➡️ Garantias contratuais;
➡️ Prejuízos decorrentes da redução do número de vagas;
➡️ Possíveis lucros cessantes.
De acordo com a RSBC, o contrato previa aproximadamente quatro mil vagas, mas a operação teria sido reduzida para cerca de mil vagas antes mesmo do início do serviço.
A empresa afirma ter desembolsado aproximadamente R$ 2 milhões apenas com o pagamento da outorga, além de investimentos em tecnologia, sinalização, equipamentos, estrutura, funcionários e campanhas educativas.
Agora, a concessionária pretende recorrer ao Judiciário para pedir reparação pelos investimentos não recu



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