Fiscalização conjunta identifica irregularidades em estabelecimentos comerciais e aponta prejuízos que vão além do financeiro.Uma operação realizada em Itaituba revelou um cenário que especialistas classificam como preocupante: o furto de energia elétrica segue sendo uma prática recorrente, com impactos diretos não apenas para o sistema elétrico, mas para toda a coletividade. As ações ocorreram nos dias 10 e 11 de fevereiro e mobilizaram equipes de Segurança Empresarial, Equatorial Pará, Polícia Civil e Perícia Científica em diferentes pontos da cidade.
Ao longo da operação, diversas irregularidades foram constatadas em estabelecimentos comerciais dos bairros Floresta, Bela Vista e Vale do Piracanã. Padarias, restaurante, confeitaria e instituição de ensino estão entre os locais fiscalizados. Somados, os valores estimados de energia recuperada ultrapassam R$ 86 mil. Esse número representa apenas uma fração do impacto real, segundo técnicos do setor.
Mais do que uma infração administrativa, o furto de energia é enquadrado como crime. Em uma das ocorrências, no bairro Bela Vista, um empresário foi preso em flagrante por furto qualificado e liberado posteriormente após o pagamento de fiança. Em outro caso, a proprietária de um estabelecimento foi autuada por meio de inquérito instaurado por portaria. Houve ainda conduções à delegacia para esclarecimentos e abertura de procedimentos investigativos.
De acordo com especialistas em distribuição de energia, ligações clandestinas e fraudes na medição comprometem a estabilidade da rede, aumentam o risco de acidentes graves, como incêndios e choques elétricos, e elevam o custo operacional do sistema. Na prática, isso significa que o prejuízo acaba sendo diluído entre todos os consumidores regulares.
Além do aspecto financeiro, a operação reacende uma discussão ética: o furto de energia é frequentemente tratado como um delito invisível, mas seus efeitos são coletivos. Interferências irregulares na rede sobrecarregam transformadores, provocam quedas no fornecimento e prejudicam serviços essenciais, atingindo residências, hospitais e comércios que dependem de energia contínua.
As investigações seguem em andamento, e novos desdobramentos não estão descartados. As autoridades reforçam que denúncias podem ser feitas de forma anônima, e que as ações de fiscalização tendem a se intensificar. O contato pode ser realizado pela Central de Atendimento da Equatorial Pará, no número 0800 091 0196, ou pelo site oficial www.equatorialenergia.com.br , na aba “Quero denunciar uma fraude”.

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